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Só mais uma garota ruiva, bissexual, geek, gostosa e carente que quer um amor na vida. Mentira, isso é só pra atrair leitores.

17.11.10

The gift

Todo e qualquer ser convencionado como humano existente no planeta Terra possui uma habilidade secreta escondida dentro de si. Algo que ele inexplicavelmente sabe fazer muito bem, sem precisar de cursos, práticas, inserções de microchips no cérebro ou conexões à Matrix. Alguns chamam esse poder de dom. Os mais céticos, por sua vez, preferem chamar de Gene Recessivo Extremamente Raro que Induz Uma Característica Marcante no Indivíduo, mas no fundo é a mesma porcaria.

Infelizmente (ou não), porém, nem todos conseguem descobrir o seu dom. Muitos passam a vida achando que não têm habilidade alguma, que não fazem a mínima diferença no mundo ao seu redor. Acontece que as vezes você já está praticando o que faz de melhor, mas não sabe disso.

Tomemos a mim como exemplo. No final do ano de 2005 eu não fazia idéia, mas estava pondo em prática minha habilidade que poucos no mundo conseguiriam fazer igual. E estava fazendo uso dela em uma garota chamada Luana. Muito bom uso, diga-se de passagem.



Eu ainda não sabia, mas estava prestes a descobrir que fui escolhido para ser o mais terrível e habilidoso stalker do planeta.

15.10.10

Shiver

Dizem que a adolescência é a época onde a pessoa mais muda, tanto fisicamente quando psicologicamente.

Dizem tabém que a adolescência é a época em que você vai ser inevitavelmente idiota.




Passada a minha infância gorda, quase sem amigos e totalmente sem importância, entrei na minha puberdade.
Primeiro sintoma: Emagreci para caralho.
Segundo sintoma: Passei a me interessar mais por garotas. Particularmente, por uma que estudava no meu colégio.


A Luana foi minha primeira paixão. Passei dias, semanas, meses inteiros observando ela de longe durante os intervalos das aulas de educação física, tentando tomar coragem pra chegar junto e falar com ela. A idéia era simples.

-Oi. Quer um pedaço do meu lanche?
-Ah, quero sim hihihih
-Então, tem um negócio que eu quero te dizer... Eu tô gostando de você já a algum tempo, mas só agora que consegui vir aqui e falar contigo. Quer namorar comigo?
-Ora, mas é claro KKKK LOL

Na prática, foi mais ou menos assim:

-Ô Gilberto.
-Fala, cara.
-Cê fala com a Luana, né?
-Falo sim, por que?
-Ah, tá. Pergunta pra ela então se ela não gosta de... pingue-pongue.

Daí foram mais alguns meses só observando.


Depois de um tempo já havia desistido de tentar falar com ela. Passei a simplesmente admirá-la de longe, imaginando nós dois juntos de mãos dadas, depois nos abraçando, depois nos beijando, e depois... Jogando Street Fighter juntos. E eu estava muito bem assim, obrigado.

Mas o destino, meus caros, é um filho da puta. E sempre age nas horas mais inoportunas.


A feira de ciências do meu colégio era um evento bem interessante. Não porque eram abordados temas incríveis ou porque haviam grandes apresentações de trabalhos, mas porque eram três pontos ganhos praticamente de graça. Em. Todas. As. Matérias. Eram formados grupos, geralmente de alunos da mesma sala, que escolhiam um tema qualquer, pesquisavam um monte de merda e apresentavam pra uns pais que fingiam estar interessados. No big deal. Só que antes de apresentar tinham as reuniões do grupo, onde a galera fingia que discutia sobre o que ia fazer. Eu nem fazia idéia de quem era o meu grupo. Só sabia que tinham 3 amigos meus lá, e que o resto eu ia conhecer na primeira reunião. E foi lá que a vadia apareceu.

"Oi. Alguns aqui já me conhecem, mas vou me apresentar pros outros. Meu nome é Luana, e sou parte do gr-" E eu não ouvi mais nada.

Puta merda, era ela. Ali, na minha frente, falando indiretamente comigo e com os peitos apontados na minha cara, era ela. A minha chance, a chance mais perfeita que eu podia imaginar. Agora só faltava conhecer ela melhor, pra saber como eu poderia declarar meu amor.

Bem, eu já sabia que ela gostava de pingue-pongue.

27.9.10

Uma breve apresentação

Sabe-se que o Universo é um lugar infinitamente grande em relação a nossa existência.
Logo, somos insignificantes perante a sua imensidão.

Não somos nada.

No meu Universo, porém, sou a criação mais importante. Tudo gira ao meu redor, todos os fatos estão ligados diretamente a mim. Nada faria sentido se eu não existisse. Nada existiria se eu não existisse.

Aliás, isso não acontece só comigo. Todas as pessoas são assim. O negócio é que, curiosamente, elas acabam se interessando mais pelo Universo dos outros do que pelo seu próprio. Elas preferem saber da fascinante (pelo menos ao seus olhos) história de amor de um completo estranho do que criar a sua. Preferem rir de alguém tomando no cu do que vigiar sua guarda para ver se há alguém atrás com aquele dedão do meio engatilhado, só esperando para adentrar seus orifícios mais profundos. É meio que parte da natureza humana.

E é aí que eu entro.


Um pequeno resumo

Já me fodi antes de nascer.

Quando minha mãe estava grávida, alguma força sobrenatural percebeu que eu não deveria pertencer a este mundo e tentou me enforcar com meu próprio cordão umbilical. Devido a isso, houve um parto de emergência e eu nasci um pouco pré-maturo. Nasci de oito meses, antes de pensarem que sou uma criança deformada e digito com os pés.

Aí me fodi quando eu era criança. Sempre fui o gordinho CDF e excluído, o que me levou a ficar muito tempo em casa, jogar muito videogame e aprender inglês jogando Final Fantasy. Mas eu era criança, e nem tinha muita noção do que era se foder ainda.

Cresci, e entrei na puberdade. E junto com ela, o primeiro beijo. Da segunda namorada. A história fica pra depois, porque enfim, ISSO É UM RESUMO NÉ

Antes da segunda namorada teve a primeira. Me fodi a distância.
Depois a segunda. Me fodi também.
Aí finalmente a terceira, que eu não criei expectativa nenhuma no relacionamento. Me fodi.

Nessa época eu já tinha quase 17 anos. De tanto me foder por causa de relacionamentos, preferi não amar mais. Me tornar uma espécie de canalha, como são 70% dos homens. Sair pegando mulher por aí, quebrar uns corações, não se apaixonar até achar alguém perfeito. E tudo deu certo, até conhecer uma certa garota.

Aí eu me fodi. Mas depois voltei. E me fodi, e voltei, e me fodi. E cá estou eu, fodido.



Obviamente muita coisa aconteceu entre minhas desventuras amorosas. E este blog é justamente sobre elas. Toda a vida mais ou menos que levei até hoje e a partir de hoje, contada de um jeito mais ou menos num blog mais ou menos pra uns leitores mais ou menos.

Mais ou menos isso. E até a próxima.